terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Conversas de homens

Faleceu este fim-de-semana, com 81 anos, o escritor português António Alçada Baptista. Devo tê-lo lido, seguramente, em não mais do que vinte páginas. Embora tivesse gravado o título do único livro dele que folheei. «Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus". Ainda hoje, se tivesse de responder a um inquérito de rua, considerá-lo-ia o mais chato de tudo o que já li. Incluindo compêndios técnicos e relatórios de trabalho. Curiosamente, no entanto, decorei-lhe uma frase de uma entrevista que deu a um jornal, julgo que no início dos anos oitenta. «Nunca tive uma conversa de homens». Depois passava a filosofar sobre isto, partindo da experiência de vida de amigas suas, que muito embora considerásse inteligentes, não percebia porque se deixavam tratar mal pelos companheiros e não se separavam deles. Lembro-me de não ter percebido o que é que o cú tinha a ver com as calças. Se calhar, a resposta estaria nas restantes seiscentas e tal páginas do livro de que apenas li menos de vinte.

4 comentários:

JúliaML disse...

se tivesse lido "O Riso de Deus, não teria ficado com a mesma opinião.

Roberto Ivens disse...

Julia,

Acredito em si, até porque Deus sempre demonstrou ter um bom sentido do humor...

Anónimo disse...

António Alçada Baptista, o «escritor dos afectos», como se auto intitulava admitia ter uma «sensibilidade feminina» e deixa uma vasta obra na área da ficção e ensaio e uma imagem de defensor da liberdade e dos direitos do homem - talvez devesse ler algo mais antes de opinar, para não meter água, é claro...

Roberto Ivens disse...

Anónimo,

Comentário algo confuso mas suficientemente opinativo para se perceber que não receia transformar-se em aguadeiro,,,